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Detentos da PED aprendem profissão de eletricista predial de baixa tensão

OPORTUNIDADE | Curso tem aula teórica e prática e surge como “janela” para uma colocação no mercado do trabalho

Divulgação

Com 160 h/a, o CURSO oferece conhecimento teórico e prático para a execução dos serviços

 

Mais do que uma ocupação produtiva, o curso de Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão representa uma oportunidade de recomeçar para os 20 internos que participam da qualificação na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). A capacitação acontece em parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), e integra o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

 

 

Com 160 horas/aula, o curso oferece conhecimento teórico e prático para a execução de serviços elétricos e manutenção de instalações, de acordo com as normas técnicas e de segurança, ensinando a selecionar, manusear, instalar e operar equipamentos, componentes e instrumentos, com uso de ferramentas apropriadas à execução das atividades.

A qualificação é coordenada pela Divisão de Educação da Agepen e acompanhada de perto pela agente penitenciária Josikelli Andrade, psicóloga da unidade prisional.  “A capacitação proporciona um caminho para construírem uma nova forma de liberdade por meio da profissionalização”, destaca a coordenadora. Segundo ela, o Pronatec também oferece ao aluno uma bolsa-formação no valor de R$ 2,00 a hora/aula.

Para o reeducando Vladimir Ribeiro de Sá, um dos participantes, é satisfatório aprender uma profissão, principalmente com a qualidade de uma instituição conceituada como o Senai. “É uma nova janela de aprendizado que se abre para conquistar uma vaga no mercado de trabalho”, afirma.

Proporcionar ocupação produtiva aos detentos traz mais tranquilidade à rotina do presídio, pois os custodiados que trabalham, estudam ou participam de cursos são mais disciplinados. É o que garante o diretor-adjunto da PED, Rangel Schveiger. Outro fator importante é que a qualificação traz reflexos positivos para a autoestima dos reeducandos. “Eles se sentem mais valorizados e capazes de competirem no mercado de trabalho, o que contribui significativamente com a ressocialização”, ressalta.

De acordo com o diretor presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a instituição tem buscado parcerias no sentido de oferecer cursos de qualificação profissional nos presídios, o que auxilia a inserção dos reeducandos no mercado profissional, diminuindo, com isso, as possibilidades de reincidência no crime.  “A sociedade toda ganha, pois reduz o ciclo da violência”, finaliza.