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Comércio paraguaio fecha as portas

MANIFESTAÇÃO – Comerciantes paraguaios fecharam ontem em protesto contra redução de cotas para turistas

 

ORGANIZADORES do movimento calculam que manifesto reuniu mais de 6 mil pessoas.Divulgação

ORGANIZADORES do movimento calculam que manifesto reuniu mais de 6 mil pessoas.

As lojas de Pedro Juan Caballero amanheceram fechadas na manhã de ontem. Comerciantes e seus colaboradores mantiveram os estabelecimentos fechados e foram para a rua protestar contra a medida anunciada pelo governo brasileiro de reduzir a cota para compras com isenção de impostos de US$ 300 para US$ 150. Esta redução, anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT), será efetivada em julho deste ano.

Os comerciantes alegam que a medida vai prejudicar ainda mais o setor que vive especificamente da venda de produtos importados para os turistas brasileiros. “O turismo de compras ainda é a principal fonte de recursos para o comércio de Pedro Juan Caballero. Diminuir a cota neste momento em que já estamos amargando uma crise violenta por conta da desvalorização do real em relação ao dólar e ao guarani, será ainda mais prejudicial. As consequências serão maléficas para toda a economia da região, com reflexos nos dois lados da fronteira”, afirma Pedro Bondiman, presidente da Câmara de Indústria e Comércio de Pedro Juan Caballero.

Os empresários alegam que a redução na cota vai gerar muito mais desemprego e, com isso, uma cadeia de problemas sociais se desencadeará sobre a fronteira: “hoje já temos um quadro desolador. Lojas fechando e demitindo em massa”, afirma.

A situação do comércio paraguaio efetivamente vai trazer consequências para o lado brasileiro. Num primeiro momento, o comércio de Ponta Porã ganha pois os paraguaios, com moeda forte, cruzam a fronteira para fazer compras na cidade do lado brasileiro. “Porém, quando os paraguaios não tiverem mais empregos e, com isso, o dinheiro para comprar, nós também vamos sofrer as consequências. Por isso que estamos apoiando esta manifestação”, afirma Amauri Nunes, presidente do sindicato do Comércio Varejista de Ponta Porã.

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