Diário MS
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Aumento da atuação do BRDE em MS demonstra falhas do Banco do Brasil

Para o superintendente da Sudeco, demoras na análise de financiamentos pelo BB fazem com que empresários procurem outras instituições; solução pode ser instalação do Banco do Centro-Oeste no Estado

Iuri Guerrero/O ESTADO DE MS

O superintendente da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), Antônio Carlos Nantes de Oliveira, afirma que o aumento da atuação do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), no Mato Grosso do Sul, é a prova de uma deficiência no atendimento prestado pelo Banco do Brasil para a liberação de financiamentos pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) e da necessidade de instalação imediata do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste.

Ao aprofundar os estudos a respeito da necessidade de instalação e funcionamento do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste, o superintendente foi informado de que o BRDE continua ampliando suas ações no Mato Grosso do Sul. Na última quarta-feira (8), duas empresas localizadas nos municípios de Tucuru e Rio Brilhante, no Centro-Oeste do estado, receberam financiamentos de cerca de R$ 3 milhões com recursos do BRDE.

“Nada contra as atividades do BRDE no Mato Grasso do Sul, pelo contrário, são e sempre serão bem-vindas, porque atendem à uma demanda certa e que tende a aumentar. No entanto, esse avanço das ações do Banco Regional comprova que o Banco do Brasil, na medida em que dificulta a realização de financiamentos por excessos burocráticos, é o responsável pelas buscas dos tomadores por outras instituições”, avaliou o superintendente.

Ainda segundo ele, a lacuna no atendimento do Banco do Brasil, principal responsável pela liberação de financiamentos do FCO e do FDCO (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste), reforça a necessidade de instalação do Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste.

 

BDCO

 

O Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste foi criado conforme dispositivo – § 11 do Art. 34 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). “O que precisamos agora é da aprovação dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, um de autoria da senadora Lúcia Vânia (GO) e outro do deputado Dagoberto Nogueira (MS), os quais dispõem sobre a instalação e funcionamento do Banco”, explicou Nantes.

De acordo com o gestor, a atuação da Sudeco será no sentido de aglutinar as ações de cada um dos 53 parlamentares, objetivando a rápida tramitação dessas duas propostas. “Além disso, queremos atrair para o debate todas as forças políticas, bem como o meio empresarial de todos os setores da economia regional”, esclareceu.

 

“A cada dia fica mais evidente a urgência da instalação Banco do Centro-Oeste para atender aos pleitos, sobretudo, de pequenos e médios empreendedores”.

Antônio Carlos Nantes de Oliveira, superintendente da Sudeco