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Audiência alertou população sobre impactos da reforma previdenciária

CONTRAPONTO | Palestrante diz que proposta do governo “não é uma pauta do povo e não tem o apoio da sociedade”

 

 

Bianca Cardozo

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Em visita ao Diário MS, a palestrante Regina Jansen, acompanhada de Rilziane Guimarães

Em audiência pública organizada pelo vereador Elias Ishy (PT), em parceria com a Comissão de Direito Previdenciário da 4ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), realizada na sexta-feira, a palestrante Regina Jansen, da OAB nacional, debateu com o público presente sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 287/2016, que trata da Reforma da Previdência Social lançada pelo governo federal.

 

Segundo a advogada, que está viajando pelo Brasil todo levando informação sobre os impactos de uma possível aprovação da reforma, reunir os cidadãos e convocá-los para ir às ruas é a única forma de mostrar ao governo a insatisfação geral do povo e das instituições nacionais.

“Com essa audiência, nós estamos apresentando os contrapontos da reforma aos deputados federais. Essa não é uma pauta do povo e não tem o apoio da sociedade. A proposta da reforma prejudica várias classes: os mais pobres, os professores, os idosos, as mulheres… Não sobra ninguém”, afirmou a palestrante.

Regina Jansen ressaltou a importância de cada município protocolar uma moção de repúdio contra a PEC 287 através da câmara. Além de convocar os deputados, a advogada alertou os trabalhadores sobre os aspectos jurídicos da reforma. “Sabendo das conseqüências desta reforma, a mobilização social é essencial, a voz do povo na rua… os comerciantes, os estudantes, todos se mostrando contrários”.

RESULTADOS

Após as questões levantadas, foi acatada a proposta de convidar a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Sindicom (Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados) e Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), para terem conhecimento dos danos ao comércio e convocar os comerciantes para os atos do dia 28 de abril, na possibilidade de fecharem as portas para os trabalhadores irem às ruas.

O vereador Elias Ishy lembrou que a Câmara acatou o pedido para realizar uma Moção de Repúdio contra a proposta, que foi encaminhada ao presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB), ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e aos representantes da bancada federal de Mato Grosso do Sul. Além de Ishy, assinaram a Moção os vereadores Marçal Filho, Silas Zanata, Alan Guedes, Madson Valente, Pedro Pepa, Cido Medeiros, Braz Melo, Sérgio Nogueira, Idenor Machado, Juarez de Oliveira, Carlito do Gás, Bebeto, Ramim, Junior Rodrigues, Jânio Miguel e Olavo Sul. No total, 18 assinaturas.

Por fim, aprovaram também a realização de uma Carta aos deputados por Mato Grosso do Sul, Mandetta e Dagoberto Nogueira, pedindo a retirada das assinaturas da medida a favor da exclusão dos  magistrados e membros do Ministério Público da Reforma.