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Atuação do Sisfron no Estado atrai militares de 17 países

Adidos militares de 17 países, incluindo dois diplomatas da embaixada do Iraque, estiveram na manhã de ontem na 4ª BCM (Brigada de Cavalaria Mecanizada) – Brigada Guaicurus de Dourados, para conhecer o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras). A vinda dos militares serviu para apontar e oferecer soluções estratégicas na área de fronteira, considerando o monitoramento em 650 km em operação pelo Sisfron em Mato Grosso do Sul desde novembro de 2014.

Militares de 17 países estiveram em Dourados para conhecer o SisfronDiario MS

Militares de 17 países estiveram em Dourados para conhecer o Sisfron

Em palestra aos adidos militares, o general da brigada Rui Yutaka Matsuda explanou como o sistema será ampliado em cooperação militar com os países fronteiriços, aumentando a presença do Estado por meio dos dados gerados pelo Sisfron. “Estamos falando de 17 mil quilômetros de fronteira no Brasil e que por meio deste sistema contribuirá para o desenvolvimento nos aspectos políticos econômicos sociais, como no monitoramento de embarcações e inclusive como base de apoio ao Ibama”, ressaltou o general ao mencionar a base operacional do Sisfron localizada na 4ª BCM.

Segundo o general, aproximadamente 70% do projeto piloto já foi implantado no Estado, fato que despertou o interesse não somente dos países vizinhos, como também de outros que apontam necessidade de um maior controle de suas fronteiras. “Com mais da metade do projeto já aplicado já temos uma ideia real da potencialidade do Sisfron, não só como um importante instrumento de defesa, mas também um modelo de engenharia social que pode ser agregado diversos projetos da área econômica”, ressaltou.

Ao Diário MS, o adido militar dos Estados Unidos, coronel Espinosa Huertas, afirmou que mesmo com a tecnologia militar que existe no país americano é necessário ampliar as informações e novos conhecimentos. “O Brasil tem uma área de fronteira muito superior aos Estados Unidos e os desafios enfrentados aqui devem ser compartilhados, pois ainda temos muito que aprender”, disse.

Na prática o projeto desenvolvido através do Sisfron tendo como base operacional a 4ª BCM, poderá propiciar dados a diversos setores da sociedade, com o intuito de combater os problemas existentes na fronteira, como contrabando, tráfico de drogas, desmatamento e questões latifundiária envolvendo áreas indígenas. Segundo o comando da 4ª BCM serão instalados sensores espalhados na região que irão monitorar e consequentemente disponibilizar dados aos diversos órgãos da sociedade. “Estes dados poderão ser utilizados pelo Exército e outros órgãos de segurança pública, transformados em conhecimento visando melhorias nas políticas econômicas e social”, enfatizou o coronel Matsuda.