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Assessor de Temer citado na Lava Jato é exonerado

Depois de Geddel, Temer fica sem o segundo homem de confiança no governoReprodução/Facebook

Depois de Geddel, Temer fica sem o segundo homem de confiança no governo

O assessor especial de Michel Temer no Palácio do Planalto, José Yunes, entregou ontem sua carta de demissão à Presidência da República. Yunes foi citado na delação premiada de um executivo da Odebrecht e estava no cargo desde o início do gestão Temer.

Em sua carta de demissão, Yunes diz que deixa o cargo para preservar sua dignidade e manter acesa a “chama cívica” que lhe faz acreditar “nos imensos potenciais” do Brasil.

Yunes foi citado na delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo relato, o ex-assessor especial de Temer recebeu, em seu escritório de advocacia, dinheiro em espécie da empreiteira para colaborar com a campanha de Temer em 2014. A verba, segundo Melo Filho, seria parte dos R$ 10 milhões que tinha Michel Temer como destinatário.

Em sua carta de demissão, Yunes se defende e escreve: “Não posso ver meu nome enxovalhado por irresponsáveis denúncias de figurantes com quem nunca tive qualquer contato direto ou por terceiros”.