Diário MS
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Agroecologia: conquistas, desafios e perspectivas rumo ao desenvolvimento sustentável

Definir os rumos e estratégias para o avanço e desenvolvimento da agroecologia por meio da troca e compartilhamento de saberes e experiências adquiridas por pessoas de diferentes regiões da América Latina. Estes são apenas alguns dos inúmeros objetivos do Agroecol 2014 – 1º Seminário de Agroecologia da América do Sul, que será realizado no Brasil nos dias 19, 20 e 21 de novembro, na cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul.

O Agroecol2014 englobará, também o “5º Seminário de Agroecologia de Mato Grosso do Sul”, o “4º Encontro de Produtores Agroecológicos de MS e o “1º Seminário de Sistemas Agroflorestais em Bases Agroecológicas de MS”. Até o momento mais de mil participantes já se inscreveram, entre técnicos da extensão, pesquisadores, professores, estudantes, consumidores de produtos agroecológicos/orgânicos de diferentes regiões da América latina. Os interessados em participar podem se inscrever, até o dia 9/11, no site:  http://www.cpao.embrapa.br/agroecol2014/inscricao.php

Para o pesquisador da Embrapa Pantanal Alberto Feiden, que também é um dos coordenadores do evento, este será um momento de intercâmbio de pessoas e experiências, uma oportunidade para conhecer especialistas, agricultores e outros profissionais de diferentes áreas da agroecologia. “Pretendemos somar todo o conhecimento, as ideias e conclusões de debates para redigir, em conjunto, a Carta Agroecológica de Dourados, documento oficial contendo as resoluções e reivindicações dos participantes voltadas para o avanço da Agroecologia”, explica o Feiden.

Segundo Feiden, entre as inúmeras atividades programadas, o evento contará com cinco grupos de trabalho que discutirão diferentes aspectos da agroecologia: “A ideia é que esses grupos levantem as principais questões referentes a temas específicos, afim de criar estratégias, diagnosticar deficiências e definir linhas políticas necessárias para o avanço de diferentes campos ligados a agroecologia.

Na programação estão previstas palestras; discussões em grupos, mesas redondas, minicursos e oficinas, apresentação de trabalhos técnico-científicos e relatos de experiências individuais e coletivas em agroecologia.

 

Grupos de debates

Durante o seminário serão montados cinco grupos de trabalho. Cada um apresentará o cenário geral de temas propostos, discutindo os principais problemas, as necessidades de avanços e as políticas públicas necessárias. As reivindicações e propostas apontadas servirão como subsidio para a carta política que será redigida no final das atividades do seminário. A divisão de trabalhos ficou definida da seguinte forma:

Economia Solidária e Agroecologia: conquistas, desafios e perspectivas rumo ao desenvolvimento sustentável”: grupo que trabalhará a relação da economia solidaria e a agroecologia, dois movimentos muito próximos, que estão se entrelaçando mais na tentativa de garantir a sustentabilidade dos agricultores mais frágeis.

 Agroecologia: o que conquistamos, como e onde precisamos chegar: fazer uma avaliação da história, da luta e da construção da agroecologia tanto na América latina como no Brasil, dando ênfase ao Mato Grosso do Sul é o principal objetivo deste grupo de trabalho. Estas discussões servirão como base para traçar as ações que serão desenvolvidas nos próximos dois anos.

Os desafios enfrentados e demandas da sociedade para o desenvolvimento da Agroecologia: Este grupo debaterá os entraves que atrapalham o desenvolvimento das atividades agroecológicas. Serão discutidos temas ligados a posse da terra, contaminação por agrotóxicos, precariedade das comunidades tradicionais, conflitos em geral que interferem no avanço da agroecologia, etc. O objetivo é apurar e elencar as reivindicações para que o poder público possa buscar ações para solucionar estes problemas.

– Comunidades Indígenas e a Agroecologia: estratégias para o desenvolvimento sustentável:  Este grupo irá elencar as ações praticadas pelas populações indígenas que podem contribuir para avanços na agroecologia e identificar as tecnologias disponíveis desenvolvidas pelas instituições de ensino e de pesquisas voltadas para este público e de que forma elas podem ser aplicadas junto a essas comunidades.

Educação no campo e a Agroecologia: conquistas, desafios e perspectivas : questões sobre a relação entre a educação no campo e a educação agroecológica serão abordados por este grupo de trabalho em dois campos diferentes:  de um lado as escolas que formam técnicos de nível médio e profissionais do ensino  superior em áreas relacionadas a agroecologia e do outro lado o trabalho especifico realizado na educação  de filhos de agricultores familiares, de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais de um modo em geral.

 

Inscrições

Quem ainda não se inscreveu, tem até o dia nove de novembro (segunda feira) para realizar a   inscrição no site do evento: http://www.cpao.embrapa.br/agroecol2014/inscricao.php. Após preencher os dados pessoais no cadastro do evento, o participante deve fazer o depósito identificado com o valor da taxa de inscrição e enviar o comprovante por e-mail, para agropecuaria-oeste.eventos@embrapa.br. Após, a confirmação do pagamento, o participante deverá acessar novamente o site do evento, quando poderá se inscrever em uma das dezessete oficinas que serão realizadas durante o evento. As Oficinas serão realizadas simultaneamente. Portanto, cada participante poderá inscrever-se em apenas uma oficina. O número de vagas é limitado a 35 participantes/oficina.

Organização – O evento é um realização da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados), Embrapa Pantanal (Corumbá), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande), Associação dos Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Apoms), UFGD, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Agência de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável (AADS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Prefeitura Municipal de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Economia Solidária. O Agroecol 2014 é uma promoção da Sociedade Científica Latino Americana de Agroecologia, Associação Brasileira de Agroecologia, Comissão Estadual de Produção Orgânica de Mato Grosso do Sul e Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais. (Assessoria)