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7 em cada 10 comerciantes não vão investir para o Natal, aponta SPC

Somente 14% dos comerciantes têm a intenção de contratar funcionários para o fim deste anoArquivo

Somente 14% dos comerciantes têm a intenção de contratar funcionários para o fim deste ano

Pesquisa realizada em todas as capitais e no interior pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que somente três em cada 10 (27,9%) comerciantes pretendem investir em seus estabelecimentos para o Natal – no ano passado o percentual era de 32,8%. Os que garantem que não farão investimentos somam 65,4% dos varejistas consultados.

A intenção de realizar novas contratações, incluindo mão de obra temporária, também é pequena: apenas 13,9% disseram que irão aumentar o quadro de funcionários no período. A maioria (84,8%) não contratou e nem pretende contratar mão de obra extra. Na média, os comerciantes entrevistados projetam uma queda de 1,8% no volume de vendas para o final deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.

Quatro em cada 10 (37,3%) comerciantes acreditam que as vendas de final de ano serão iguais às de 2015, período em que o país já enfrentava os efeitos da crise econômica. Os que acreditam em vendas mais fracas representam 28% dos empresários consultados, ao passo que os otimistas somam 23,6%.

Na comparação com 2015, houve um crescimento de comerciantes que acreditam em vendas equivalentes as do ano passado. Dentre aqueles que acreditam em vendas piores neste fim de ano, a realidade econômica do país ajuda a explicar o pessimismo: 22,4% citam o desemprego como justificativa, enquanto 16,9% mencionam o orçamento mais apertado das famílias.

 

Um em cada dez (11,7%) comerciantes demitiu algum funcionário nos últimos três meses, sendo que mais da metade (52,3%) desses varejistas tomaram a decisão dada a necessidade de reduzir a folha de pagamento da empresa, ainda que precisasse do funcionário.

 

Faturamento

Levando em consideração os comerciantes que não irão realizar investimentos no período (65,4%), as principais razões são a baixa perspectiva de aumento da demanda de clientes (46,9%) e desalento com o histórico de vendas ao longo de 2016 (13,1%).

Exemplo de que 2016 não foi um ano positivo para o comércio é que mais de um terço (34,3%) dos comerciantes alega que teve faturamento abaixo do esperado nos últimos três meses. Pouco mais da metade (52,7%) faturou dentro do esperado, enquanto apenas 8% foram surpreendidos positivamente com o faturamento da empresa no período. (G1)